8.12.09

It doesn't get better than this

“quando sentir que alguém percebe o significado deste texto, dedico-o a esse alguém.”
jéss.cullen.


Sei que nunca fui o suficientemente boa a expressar os meus sentimentos, mas sei o que sinto. Sinto aquilo que só eu sinto e que só eu sei que sinto. E tenho pena de não te poder levar ao meu coração, para veres como a ferida, que nunca esteve curada a cem por cento, arde cada vez que tocas nela, mesmo sem querer. E se arde, dói. Dói tanto que sou incapaz de me envolver na mais profunda escuridão. Quando vens, perfeito, como só tu és, eu desejo que sejas tu quem me vai cicatrizar, mas é precisamente o contrário. Arrastas contigo todo o teu passado e é tudo o que não quero. Há coisas que não mudam; sempre arrastaste e sempre vais arrastar. E, fraca como sou, não sou capaz de viver com isso ou, simplesmente ultrapassar. Não que não queira, não que duvide dos teus sentimentos, simplesmente é isso que dói cada vez mais. É como não conseguires soltar-te do que já te fez a pessoa mais feliz do Mundo, coisa que não és agora. Tenho pena de não poder fazer mais por ti, por mim, por nós. E pergunto, será que isto vai melhorar? Estou farta. Porque nunca melhora.

(...) De cada vez que nos chatearmos, de cada vez que me deixares ir embora, de cada vez que me odiares promete-me que vais ler este texto, para saberes que eu tenho a certeza que TE AMO ou que, pelo menos, já te amei e foste tudo para mim. E sim, és tudo para mim.

(Música: Plumb - Cut)

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