oficialmente, levaste tudo de mim: o meu orgulho, a minha humildade, a minha dignidade, o meu amor e a minha vida - desde o momento em que passaste a ser a minha vida. costumava ser uma pessoa forte, costumava ser usada (sim, usada) e mesmo assim, ultrapassava tudo sozinha, vivia tudo sozinha e depois, por o erro já estar cometido, sentia-me bem. a verdade é que , nos últimos dez, talvez onze meses - desde que te apoderaste de mim desta maneira - não consigo fazer isso por mim própria. tenho a tendência de parar no tempo e ali ficar. não luto, não ultrapasso, não tenho forças, não sinto nada e continuo a ser consumida por ti e o erro é ainda maior do que ser usada, porque sinto que estou a morrer lentamente e isso é o que mais dói. se me queres reduzir a nada, não o faças desta maneira, por favor. se me conheces tão bem, se sou tudo para ti, se me amas, se tens saudades minhas, se queres estar comigo, se queres ficar comigo para sempre prova-o, com gestos, porque já li tanto essas palavras que acabaram por deixar de ter significado.
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